“Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.”

Caio Fernando Abreu
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C
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Posted 4 April 2012, 1 month ago · 9 notes · Reblog
originally meu-doce-novembro · via: princesshaunted
E que você sinta vontade de precisar de mim.
— Tati Bernardi (via 20dezembro)

(Source: rafaelascat)

Posted 4 April 2012, 1 month ago · 10,767 notes · Reblog
originally rafaelascat · via: 20dezembro
Sofre horrores, mas continua do bem, sempre inventando histórias com final feliz.
— Caio Fernando de Abreu   (via c-a-n-t-o-s)

(Source: visivel)

(Source: josh-hutchersoned)

(Source: b-u-g-s)

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Hoje enquanto eu estava na fila pra pegar um ônibus a bruxa me empurrou. Me pediu desculpas, disse que haviam esbarrado nela e que foi sem querer. Víbora mentirosa! O príncipe sentou do meu lado, sorriu e me desejou bom dia. Eu só pude ver os seus lábios se mexendo, pois meu MP4 estava no último volume - como sempre - o que impediu que meus ouvidos pudessem escutar sua voz. O dragão passou mais matérias do que poderia, dormi quase a aula toda e não entendi bulhufas. Erro meu ter saído daquele castelo, antes tivesse permanecido lá. Que burrice a minha… Como tudo tem seus pós e contras lá não era diferente. Me privava de ser livre, mas agora vejo que seria bem melhor viver afastada dessa merda toda. Hipocrisia, falsidade, mentiras. Aqui, ali, debaixo e em cima. Pra todo lugar que eu olho é simplesmente o que eu vejo. Você não vê? Sugiro que dê uma passadinha na ótica mais tarde, compra um óculos novo, que tal? Um que seja pra perto. É melhor enxergar a realidade assim, frente a frente. (…) No conto da Cinderela ela teve que limpar o chão e lavar a louça até o momento em que encontrara uma fada madrinha para ajudá-la, transformou a abóbora em carruagem, encontrou seu príncipe e viveram… felizes pra sempre, não é isso?! Pois então, meu conto é bem diferente, é um conto da minha realidade que não tem nada de bonita e meiga. A Cinderela aqui limpa o chão e lava a louça até hoje, e ai dela se não fizer; fica de castigo, sem internet. Minha fada madrinha tomou doril ou esqueceu de nascer, coitada. Talvez tenha pegado o caminho errado até a minha casa, vai saber… Meu príncipe? Só aquele do ônibus, que no máximo sorri e dá bom dia. Os que se interessam por mim apenas sapos e ogros. Tão nojentos. Tão iguais. Infantis e ridículos, o mesmo que digo de suas atitudes. (…) No meu conto minha mãe é rainha. Me criou sozinha sem precisar recorrer a algum rei idiota, nunca precisou da ajuda de servos e súditos. Se virou sozinha do jeito que pode e até hoje faz das tripas coração pra me ver feliz. Reinado de mãe podia durar pra sempre né? Imagina, se minha rainha fosse eterna? Ai, que felicidade seria… Não ligaria pras bruxas que me atormentam e nem pra príncipes que nunca aparecem. (…) Apesar disso tudo no fundo eu nunca quis uma história perfeitinha, dessas que a gente lê por aí. Rapunzel, cabelos longos e loiros. Ariel, uma linda calda de sereia. Branca de neve, pele clara e sedosa… Eu? Cabelos desgrenhados ao acordar. Calda que nada, prefiro meu All Star. Minha pele está longe de ser clarinha e sedosa, lotada de marcas de espinhas que adquiri durante essa minha passagem infanto-juvenil (…) Te aviso logo princesinha do século XXI, não fique igual uma tola aí na janela esperando o seu “felizes pra sempre”, aproveite logo o seu “felizes por agora” enquanto pode. — Luana Rabello, ac(alma)

Hoje enquanto eu estava na fila pra pegar um ônibus a bruxa me empurrou. Me pediu desculpas, disse que haviam esbarrado nela e que foi sem querer. Víbora mentirosa! O príncipe sentou do meu lado, sorriu e me desejou bom dia. Eu só pude ver os seus lábios se mexendo, pois meu MP4 estava no último volume - como sempre - o que impediu que meus ouvidos pudessem escutar sua voz. O dragão passou mais matérias do que poderia, dormi quase a aula toda e não entendi bulhufas. Erro meu ter saído daquele castelo, antes tivesse permanecido lá. Que burrice a minha… Como tudo tem seus pós e contras lá não era diferente. Me privava de ser livre, mas agora vejo que seria bem melhor viver afastada dessa merda toda. Hipocrisia, falsidade, mentiras. Aqui, ali, debaixo e em cima. Pra todo lugar que eu olho é simplesmente o que eu vejo. Você não vê? Sugiro que dê uma passadinha na ótica mais tarde, compra um óculos novo, que tal? Um que seja pra perto. É melhor enxergar a realidade assim, frente a frente. (…) No conto da Cinderela ela teve que limpar o chão e lavar a louça até o momento em que encontrara uma fada madrinha para ajudá-la, transformou a abóbora em carruagem, encontrou seu príncipe e viveram… felizes pra sempre, não é isso?! Pois então, meu conto é bem diferente, é um conto da minha realidade que não tem nada de bonita e meiga. A Cinderela aqui limpa o chão e lava a louça até hoje, e ai dela se não fizer; fica de castigo, sem internet. Minha fada madrinha tomou doril ou esqueceu de nascer, coitada. Talvez tenha pegado o caminho errado até a minha casa, vai saber… Meu príncipe? Só aquele do ônibus, que no máximo sorri e dá bom dia. Os que se interessam por mim apenas sapos e ogros. Tão nojentos. Tão iguais. Infantis e ridículos, o mesmo que digo de suas atitudes. (…) No meu conto minha mãe é rainha. Me criou sozinha sem precisar recorrer a algum rei idiota, nunca precisou da ajuda de servos e súditos. Se virou sozinha do jeito que pode e até hoje faz das tripas coração pra me ver feliz. Reinado de mãe podia durar pra sempre né? Imagina, se minha rainha fosse eterna? Ai, que felicidade seria… Não ligaria pras bruxas que me atormentam e nem pra príncipes que nunca aparecem. (…) Apesar disso tudo no fundo eu nunca quis uma história perfeitinha, dessas que a gente lê por aí. Rapunzel, cabelos longos e loiros. Ariel, uma linda calda de sereia. Branca de neve, pele clara e sedosa… Eu? Cabelos desgrenhados ao acordar. Calda que nada, prefiro meu All Star. Minha pele está longe de ser clarinha e sedosa, lotada de marcas de espinhas que adquiri durante essa minha passagem infanto-juvenil (…) Te aviso logo princesinha do século XXI, não fique igual uma tola aí na janela esperando o seu “felizes pra sempre”, aproveite logo o seu “felizes por agora” enquanto pode. — Luana Rabello, ac(alma)

Posted 1 April 2012, 2 months ago · 1,086 notes · Reblog
originally ac-alma · via: desejo-intocavel
Posted 1 April 2012, 2 months ago · 84,121 notes · Reblog
originally exquisitegifs · via: umdelirio

(Source: aftershockdemi)

Posted 1 April 2012, 2 months ago · 2,800 notes · Reblog
originally aftershockdemi · via: ambi-valencia